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03/02/2012 - Manifesto para sustentabilidade na emergência da internet

Leia o manifesto:

Fórum Social Temático 2012 – Cidade de Porto Alegre – Estado do Rio Grande do Sul - Brasil

MANIFESTO PARA SUSTENTABILIDADE NA EMERGÊNCIA DA INTERNET: Trabalhadores e Profissionais protagonistas de UM NOVO MUNDO SUSTENTÁVEL

Quando da Rio 92, a emergência da Internet era um fenômeno nascente e muito restrito para permitir que os “especialistas” sequer vislumbrassem o potencial para a mudança de paradigma tecnológico da produção material e simbólica e a rapidez com que esse processo de mudança iria se desenvolver. Naquele momento, a Agenda 21 em debate, e depois adotada, não dava à Internet um estado similar aos outros elementos NATURAIS E ARTIFICIAIS nos quais procuravam capturar toda a complexidade do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

A nova GEOGRAFIA DA GLOBALIZAÇÃO – a GEOGRAFIA DO MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO INFORMACIONAL, cujo conceito Milton Santos já trabalhava então – era desconhecida da maioria desses especialistas. Isso impôs grandes limitações às suas análises e limitou grandemente a potência da Agenda 21, que não pode até agora orientar os esforços mundiais exatamente para o controle do aspecto mais estratégico para o DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, isto é, o controle do processo de CONSTRUÇÃO E GOVERNO DO MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL. Esse processo goza de total autonomia em relação aos Estados e as Sociedades Nacionais e é a causa maior de propagação de uma imensidão de problemas no ambiente “globalizado” e do enfraquecimento das respostas locais para esses problemas.

Ainda que o MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL tenha antecedido a EMERGÊNCIA DA INTERNET e englobe a totalidade do ambiente natural – obviamente, neste incluído o social –, a INTERNET é a cartografia unitária dessa geografia e, também e principalmente, a representação única e exclusiva através da qual essa geografia pode ser descrita, ampliada, ocupada e dominada. A EMERGÊNCIA DA INTERNET é, portanto, além de uma cartografia descritiva, a aparelhagem sensorial exclusiva para a nossa “INCLUSÃO” NO MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL que já encapsulou os processos planetários. Estar excluído – não participante da Internet – significa estar excluído desse Meio Técnico-Científico-Informacional – estar numa condição de “Perdidos no espaço”.

Em todo o mundo, os cidadãos estão perplexos e divididos entre a confiança cega nessa realização assombrosa e o ceticismo sobre o controle dessa técnica, cuja compreensão é inacessível para a maioria. E o debate sobre o GOVERNO DEMOCRÁTICO DA INTERNET está sendo sobrepujado pela exigência de militarização da Internet, conformada pela mídia e por governos alinhados no seu proto fascismo, explorando as circunstâncias de um crescimento explosivo e descontrolado para granjear apoio para as teses reacionárias EXCLUDENTES E INCOMPATÍVEIS COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. As corporações são a matriz da ideologia justificadora, os negócios prosperam, mas extensas consequências se acumulam e seus “frutos” e impactos exacerbam assimetrias em escala planetária.

Essa situação torna urgente garantir aos trabalhadores e profissionais de TI e TICs - capazes de entender “realisticamente” o legado e intuir sobre o desenvolvimento projetado - um papel protagonista nesse debate e no governo necessário de TI e TICs - os instrumentos que uma vez controlados adequadamente possibilitam o governo da Internet. No Brasil, há três décadas luta-se pelo reconhecimento das respectivas profissões e sua certificação pública por conselhos integrados por esses trabalhadores e profissionais, objetivando o controle social efetivo dos aspectos técnicos e éticos das atividades dos trabalhadores e profissionais e das empresas e a construção e execução de políticas “cidadãs” de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL para TI e TICs e a Internet.

Não se trata de uma solução particular brasileira, mas da solução necessária para construir o GOVERNO DEMOCRÁTICO de TI e TICs e da Internet. Solução idêntica deve ser adotada por todos os países, sendo sua adoção muito mais urgente nos países com menos acúmulo técnico e com menor capacidade econômica para estancar a sua exclusão e alcançar benefícios efetivos para o seu desenvolvimento. Esta é a convicção de muitos trabalhadores e profissionais brasileiros que, também, trabalham com a perspectiva de recuperar o INTERNET GOVERNANCE FORUM (IGF) da ONU como polo democrático limitador do monopólio do ICANN/ Departamento de Comércio dos EUA.

Construir esse protagonismo dos TRABALHADORES E PROFISSIONAIS DE TI E TICs E DA INTERNET nos diversos países e projetar esse poder internacionalmente COMPLETA A AGENDA 21, sendo elemento obrigatório para o DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL necessário no Século XXI.


Fonte: Fenadados

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