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27/04/2006 - Primeiro de maio - Dia de luta e mobilização

O 1º de Maio é o Dia Internacional de Lutas da Classe Trabalhadora. Nasceu a partir das lutas dos sindicalistas de Chicago, EUA, no ano de 1886, quando estes realizaram greve geral pelas 8h diárias – à
época, homens, mulheres e até crianças trabalhavam 14, 15 e 16h por dia. O movimento foi violentamente reprimido, culminando com o enforcamento de 5 desses companheiros, após processo do estado
e patronato norte-americanos. Esses eventos causaram comoção mundial e, como conseqüência, país por país, os trabalhadores conquistaram essa jornada, sendo que no Brasil se dá a partir dos anos 30, via legislação, reconhecendo conquistas dos sindicatos mais organizados.
Nesses 110 anos do 1º de Maio não tivemos um só direito como concessão ou dádiva. Pelo contrário.
Nos últimos 15 anos vivemos um período em que todo e qualquer direito e conquista trabalhista é objeto de ataque. O patronato, do Brasil ou de qualquer outra parte do mundo, seja pela ação direta dos seus partidos tradicionais, dos seus veículos de comunicação ou dos judiciários, em nome de um mundo tecnológico e globalizado, nos chantageiam diuturnamente com o desemprego, com a redução
de direitos, com a terceirização e com a precarização das condições de vida e trabalho.
Desta forma, a Central Única dos Trabalhadores tem organizado as lutas pela aprovação imediata da jornada de trabalho de 40h semanais e fim das horas-extras – que pode gerar mais de 3 milhões de empregos, pela recuperação do poder de compra do salário-mínimo, pelo fim do superávit primário e redução acentuada das taxas de juros como condições para a ampliação massiva de postos de trabalho.
Pelo aprofundamento da reforma agrária e todo apoio a agricultura familiar. Pela ampliação das contratações de trabalhadores para o setor público e mais verbas sociais, de forma que as questões básicas dos trabalhadores como saúde, educação, habitação e segurança sejam uma realidade objetiva do nosso dia-a-dia.
No Distrito Federal vivemos uma era de destruição intencional e organizada dos serviços públicos básicos e essenciais à população. Essa política, um misto de neoliberalismo com o clientelismo eleitoral
clássico dos coronéis à moda antiga, degradam as condições de vida e trabalho e acentuam as diferenças de classe da nossa sociedade.
A estrutura administrativa de estado no DF foi transformada paulatinamente em partidária pela coalização que elegeu e apóia Roriz, com as conseqüências que tão bem conhecemos. Na saúde, foram identificadas relações criminosas entre o ex-secretário Bernardino e clínicas privadas; na educação, transferências diretas de recursos via cheque cidadão e outras modalidades, além da falência política e pedagógica da escola pública como instrumento de transformação social; na de distribuição de lotes, uma rede ampla de crimes e desmandos, que começa no grileiro e termina na Câmara Legislativa; nos transportes, a pirataria, o aumento desmesurado do valor das passagens e a queda da qualidade do serviço, como se isso fosse possível. O resultado objetivo dessas ações orquestradas pelo executivo local é o fortalecimento do mercado da educação, da saúde, do transporte e da terra, em que pese o Fundo Constitucional do DF dispor de quase 5 bilhões de reais, além de outros repasses federais.
Desta forma, nesse dia, o chamado da Central Única dos Trabalhadores não poderia ser outro, senão dialogar fraternalmente com a classe trabalhadora, a quem cabe lutar, de forma autônoma na defesa de melhores condições de trabalho e de vida.
Carta da CUT - DF, com apoio do Sindpd-DF e sindicatos filiados

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