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27/04/2006 - 28 de abril: Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho

Em todo o mundo, a data lembra o outro lado do trabalho: o que acidenta, incapacita e mata. No Brasil, os números apontam para uma guerra invisível em que morrem todos os anos, três mil trabalhadores - uma morte a cada duas horas de trabalho - e outros 300 mil se acidentam - três acidentes a cada minuto trabalhado.
O Dia em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho – 28 de Abril – foi instituído em 1995 pelo movimento sindical do Canadá e encampado, em seguida, pela CIOLS e por diversos países e instituições como a OIT e Organização Mundial de Saúde. Nos últimos anos tem havido uma forte pressão, sobretudo do setor patronal, para que esta data seja transformada em dia mundial em comemoração da “segurança do trabalho”, o que, evidentemente, descaracterizaria o seu objetivo de denúncia.
Devemos reafirmar esta data como um dia de reflexão sobre as más condições de trabalho que resultam em altos índices de doenças, mortes, mutilações e sofrimento imputados pelo trabalho. De acordo com estatísticas oficiais divulgadas pela Previdência Social, em 2004 foram notificados 458 956 acidentes, dos quais 2801 resultaram em mortes e 12.563 quadros de incapacidade permanente. Estes números revelam a ponta do iceberg, já que se referem tão somente ao universo de trabalhadores(as) formais cobertos pelo Seguro Acidente de Trabalho, além de a maior parte dos acidentes, sobretudo as doenças, não ser notificada ou ser encoberta sob a forma de auxílio-doença. Por isso, chamamos a atenção da sociedade para este grave quadro de violência a que estão submetidos os trabalhadores e para a importância de revertê-lo.
Dados da Dataprev indicam, em 2004, 7.405 amputações de mãos entre os cerca de 23 milhões de segurados do Seguro de Acidentes do Trabalho que representam menos de um terço da população economicamente ativa, estimada hoje em 83 milhões de trabalhadores. Os números de acidentes e doenças, portanto, são muito maiores do que apresentam os dados oficiais.
E a conta de tudo isto quem paga somos todos nós. São R$ 32,8 bilhões gastos por ano, segundo dados da Previdência Social, com benefícios por incapacidade temporária ou permanente, considerando-se que parte majoritária da assistência é prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que os benefícios por incapacidade temporária ou permanente são arcados pelo Ministério da Previdência Social e que parcela dos trabalhadores passa a ser beneficiária da Assistência Social.

O Sindpd-DF apoia a Central Única dos Trbalhadores (CUT) do DF na luta pela Redução da Jornada de Trabalho; Redução das Horas-extras; combate ao assédio moral e redução/controle do ritmo de trabalho) e convida os trabalhadores para o evento do Dia Nacional e Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho e abertura das atividades do 1°. de maio.

Será no Setor Comercial Sul - Praça do Povo – em frente às Lojas
Americanas. Dia 28 de abril de 2006, às 15 horas, com apresentação dos grupos musicais: Alínea 11, Marinho Lima, Nice Santos, Carlinhos Piauí e Paraibola.

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